Leonardo Bock e Henrique Labella, fundadores da timeshifter

Hoje a VEJA publicou uma matéria sobre a timeshifter, e vale contar o que estava por trás dela: a Smart Money Ventures liderou a rodada pre-seed de R$ 530 mil da startup, concluída em agosto. Leia a matéria na VEJA e volte aqui: neste post, contamos o que a matéria não tinha espaço pra contar.

Matéria da VEJA: A IA que caça as horas perdidas dos advogados A matéria na VEJA, por Machado da Costa (29/09/2026). Clique na imagem pra ler.

Tempo é a matéria-prima (e ninguém mede direito)

Escritório de advocacia vive de hora trabalhada. Só que a hora que vira fatura é a que alguém lembrou de lançar. O resto some: o e-mail respondido no táxi, a reunião que atravessou a tarde, o documento revisado às 22h. A matéria traz o número que resume o problema: a timeshifter diz recuperar e economizar, em média, de 7 a 10 horas por advogado a cada mês.

E o timesheet é só a porta de entrada. Quando você mede como o tempo do trabalho intelectual é gasto, passa a enxergar produtividade, custo por cliente, gargalo de equipe. Foi isso que nos fez olhar com atenção.

A dor que os founders viveram na pele

A ideia nasceu de uma conversa em família. O Leonardo Bock viajava com o irmão, advogado de um grande escritório de São Paulo, e ofereceu ajuda pra terminar o trabalho mais cedo. Resposta: ainda faltava preencher o timesheet. Leonardo, que vinha de consultoria, estranhou: aquilo devia ser trivial. Levou a observação ao Henrique Labella, que tem a formação em Direito (USP) e sete anos de IA e cibersegurança, e que conhecia a dor por dentro. Em setembro de 2024 fundaram a empresa.

É o tipo de origem que valorizamos. Não é tese de slide: é dor vivida por gente que depois teve competência técnica pra resolver.

Como funciona

A timeshifter acompanha o que o advogado faz no computador (e-mail, Word, sistemas jurídicos) e a IA sugere os lançamentos. O advogado só revisa e confirma. A plataforma se conecta ao que o escritório já usa (Outlook, Word, sistemas de gestão e faturamento) e lê mais de 90 sites de tribunais, então encaixa na rotina sem pedir pra ninguém trocar de sistema. Em português: baixíssima fricção de adoção.

Por que lideramos esta rodada

Nosso processo é o de sempre: Meet & Pitch, Deep Dive com entrevistas a experts do setor e a clientes, e due diligence jurídica. A timeshifter chegou a nós por indicação de uma membro do nosso pool, o que reforça algo em que acreditamos: a rede do K-Pool é o nosso melhor dealflow.

O que pesou:

  • SaaS B2B com produto lançado, receita validada e clientes pagantes, e não uma aposta em cima de slide.
  • IA aplicada a um nicho específico, com dor recorrente e valor muito claro pro cliente.
  • Founders complementares, com organização e capacidade de aprender que chamam atenção pro estágio da empresa.
  • Tração real: o faturamento de agosto foi 26 vezes o de agosto de 2025, e a base inclui escritórios como FM/Derraik, Mariz de Oliveira e Siqueira Campos, Leite Tosto e Barros e FAS Advogados.

Nas entrevistas, experts e clientes foram unânimes numa coisa: controle de horas é uma das tarefas mais odiadas da profissão. E apontaram, sem rodeios, o que a startup precisa entregar daqui pra frente: capturar também o trabalho dos sócios seniores (que passa mais por reunião e WhatsApp do que por Word), integrar-se de verdade aos sistemas de gestão dos escritórios, e explicar em detalhe segurança e LGPD, tema sensível pra qualquer advogado. O time concordou e já tem tudo isso no roadmap. Achamos importante dizer isso aqui, porque smart money também é apontar o que falta.

Para onde vai o dinheiro

Estruturação comercial e evolução da plataforma: mais integrações, preenchimento de timesheet por áudio via WhatsApp (já em andamento) e captura de reuniões presenciais, hoje o trabalho mais difícil de registrar. Mais adiante, o mesmo problema existe pra consultores, contadores, desenvolvedores e qualquer profissional que vive na frente de um computador. A advocacia é o ponto de partida.

Portfolio partner

Na rodada, a Fabiana Fagundes, sócia-fundadora do FM/Derraik e referência em venture capital no Brasil, é a nossa portfolio partner. O escritório dela é, ele próprio, cliente e parceiro de produto da timeshifter: quem mais sofre com timesheet é quem melhor ajuda a resolver.

Vem aí

A timeshifter terá estande na FENALAW, maior feira jurídica do Brasil, nos dias 27, 28 e 29 de outubro. Se você é advogado ou conhece um sócio de escritório que vive de horas, passa lá.

Bem-vindos ao portfólio, Leonardo e Henrique! Go timeshifter 🚀


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